UM FIM DE TARDE EM SÃO LUÍS — 1981
Em um fim de tarde chuvoso na São Luís de 1981, um homem solitário afoga sua angústia em doses de bebida enquanto espera por uma mulher que provavelmente nunca voltará. Sentado em um bar decadente, observa a cidade antiga — seus sobrados, ruas molhadas e luzes de mercúrio — transformando tudo ao redor em reflexo de sua própria melancolia. Entre lembranças, delírios amorosos e críticas irônicas ao mundo moderno, ele mistura desejo, álcool e solidão numa espera interminável. Enquanto mendigos atravessam avenidas molhadas e os carros riscam a noite, o narrador mergulha cada vez mais em pensamentos confusos, até sentir que o mundo inteiro gira como uma centrífuga. No fim, resta apenas a ausência dela — e a amarga constatação de que nem o tempo, nem a bebida, nem a imaginação foram capazes de trazê-la de volta.
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