Pessoas africanas translúcidas emergem do Oceano Atlântico em direção a uma faixa de luz prateada, enquanto o navio Zong aparece distante na névoa; o lado esquerdo escuro acomoda a tipografia editorial da capa.

O Massacre do Zong: Escravidão, Seguro e Disputa pela Memória

Palavras-chave: Zong; tráfico transatlântico; escravidão; seguro marítimo; Gregson v. Gilbert; Olaudah Equiano; Granville Sharp; memória histórica.

Mesa de arquivo com listas, apólices e registros que reduzem as vítimas ao número 133, enquanto silhuetas humanas translúcidas emergem da documentação; estantes escuras e o navio Zong ao fundo representam lacunas e memória histórica.
Porto histórico sob luz fria e neblina, com o navio Zong atracado ao fundo e uma mesa coberta por documentos, correntes, livro aberto, moedas e instrumentos de escrita em primeiro plano.
Infográfico histórico emoldurado por folhas tropicais e correntes, organizado em cinco painéis sobre a escravidão atlântica: mercado, com pessoas escravizadas reunidas diante de comerciantes e fardos; propriedade, com uma cena de negociação e uma lista de valores; seguro, com autoridades examinando uma apólice marítima; Estado e direito, com magistrados, tribunal e documentos; e violência, mostrando o confinamento e a punição em um porão escuro. Ao centro, um mapa do Atlântico conecta África, Europa e Américas, com um veleiro sobre o oceano.

Corte transversal de um navio negreiro durante uma travessia tempestuosa: pessoas confinadas permanecem no porão escuro, enquanto marinheiros consultam mapas e barris de água no convés, evidenciando as condições que produziam mortalidade.
Convés de um navio negreiro inclinado durante uma tempestade, com capitão e oficial diante de mapas, barris e documentos que associam jettison, avaria grossa e seguro; correntes e silhuetas humanas tornam visível a violência racionalizada pela linguagem técnica.
Tribunal britânico do século XVIII com Lord Mansfield examinando documentos, advogados e seguradores em disputa; uma apólice, mapas e registros sobre a mesa contrastam com a presença simbólica do navio Zong e das vítimas ao fundo.
Mesa de arquivo com listas, apólices e registros que reduzem as vítimas ao número 133, enquanto silhuetas humanas translúcidas emergem da documentação; estantes escuras e o navio Zong ao fundo representam lacunas e memória histórica.
Olaudah Equiano entrega ou lê uma carta diante de Granville Sharp em uma sala de estudos; sobre a mesa estão jornais, cartas, apólices e documentos do caso, enquanto silhuetas das vítimas e o navio Zong aparecem ao fundo.
Infográfico em quatro painéis que mostra a transformação da linguagem usada para descrever a violência do tráfico escravista. Da esquerda para a direita, “perda de carga” apresenta pessoas confinadas sob um vocabulário comercial; “sinistro” mostra um navio em tempestade e enquadra as mortes como risco securitário; “jettison” retrata marinheiros lançando pessoas ao mar para preservar a embarcação e os lucros; e “massacre” apresenta a denúncia pública do assassinato intencional e da desumanização. Cada painel combina uma cena histórica com uma explicação sobre o enquadramento produzido pela linguagem.
Mesa institucional com contratos, registros, apólices, moedas, balança e correntes; ao fundo, pessoas africanas escravizadas aparecem separadas por grades e sombras, enquanto um tribunal evidencia a relação entre direito, propriedade e desumanização.
Sala institucional do século XVIII com tribunal, registros e pessoas separadas por grades, contraposta a uma mesa contemporânea de pesquisa; documentos e sombras mostram como rotinas administrativas distribuem proteção, vulnerabilidade e exposição à morte.
Pessoas africanas escravizadas preservam vínculos e gestos culturais dentro do navio, compartilhando tecido, contas e amuletos; o Atlântico tempestuoso ao redor funciona como rota de violência, diáspora e memória coletiva.
Composição temporal que reúne tribunal, sala de reunião abolicionista, documentos, jornais, biblioteca e espaço contemporâneo de pesquisa; o navio Zong e silhuetas das vítimas conectam denúncia, memória e historiografia.
Pesquisador examina com uma lupa processos, apólices, cartas, mapas, catálogos e livros em uma sala de arquivo; páginas incompletas e silhuetas humanas ao fundo representam a análise crítica das fontes e as lacunas documentais.
Oceano Atlântico sob luz prateada, com o navio Zong ao centro, documentos, livros, balança, correntes e o número 133 em primeiro plano; presenças humanas surgem da névoa para simbolizar a restituição da humanidade pela memória.
Linha do tempo ilustrada do caso Zong, de 1781 a 1833. Em agosto de 1781, o navio parte da costa ocidental da África rumo à Jamaica; ainda em 1781, erros de navegação prolongam a viagem e, entre novembro e dezembro, 133 pessoas escravizadas são lançadas ao mar, embora uma fonte registre 132. Em 1782, o navio chega à Jamaica e os proprietários apresentam uma reivindicação de seguro. Em 1783, o caso é julgado em Gregson v. Gilbert, enquanto Olaudah Equiano comunica o episódio a Granville Sharp. A sequência também registra a fundação da Society for Effecting the Abolition of the Slave Trade em 1787, a abolição do comércio britânico de africanos escravizados em 1807 e a aprovação, em 1833, da abolição da escravidão no Império Britânico, implementada posteriormente. Ilustrações de navios, tribunal, documentos, ativistas e reuniões abolicionistas acompanham cada etapa.

Referências

Bibliografia complementar

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