{"id":4484,"date":"2025-11-11T00:25:50","date_gmt":"2025-11-11T03:25:50","guid":{"rendered":"https:\/\/cehasc.com\/?p=4484"},"modified":"2025-11-12T12:04:36","modified_gmt":"2025-11-12T15:04:36","slug":"migracoes-identidades-fluxos-humanos-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cehasc.com\/en\/migracoes-identidades-fluxos-humanos-global\/","title":{"rendered":"Migra\u00e7\u00f5es e Identidades: Os Fluxos Humanos na Constru\u00e7\u00e3o do Espa\u00e7o Global"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-white-color has-vivid-cyan-blue-to-vivid-purple-gradient-background has-text-color has-background has-link-color wp-elements-d2ddfe5b890a486171cf6331463e68bb\"><strong>Migra\u00e7\u00f5es e Identidades: Os Fluxos Humanos na Constru\u00e7\u00e3o do Espa\u00e7o Global<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"605\" height=\"330\" src=\"https:\/\/cehasc.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/image-26.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4485\" style=\"width:913px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/cehasc.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/image-26.jpeg 605w, https:\/\/cehasc.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/image-26-300x164.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">migra\u00e7\u00e3o-humana<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-white-color has-vivid-cyan-blue-to-vivid-purple-gradient-background has-text-color has-background has-link-color wp-elements-87f2e4e3d372fc0dd4e85fe0be3d5e36\"><strong>Como o movimento das pessoas redefine fronteiras, culturas e pertencimentos no s\u00e9culo XXI<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-1ffeadc1e9ed721799009dc7682aaa99\"><strong>O Ser Humano em Movimento \u2014 Da Travessia \u00e0 Transforma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-a0c9fd660115403cdd80439b991aaff4 wp-block-paragraph\">Desde os prim\u00f3rdios da humanidade, o deslocamento \u00e9 uma constante da experi\u00eancia humana. Povos migram em busca de sobreviv\u00eancia, liberdade, oportunidades ou simplesmente de um lugar onde possam ser. No entanto, na era globalizada, as migra\u00e7\u00f5es assumem uma nova dimens\u00e3o: elas j\u00e1 n\u00e3o se limitam a trajet\u00f3rias geogr\u00e1ficas, mas tamb\u00e9m envolvem transforma\u00e7\u00f5es identit\u00e1rias, culturais e pol\u00edticas profundas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-3997cf3ec8df52559a88babdfdd4788d wp-block-paragraph\">A <strong>Geografia Humana<\/strong>, em di\u00e1logo com a <strong>Antropologia Social<\/strong> e os <strong>Estudos Culturais<\/strong>, interpreta a migra\u00e7\u00e3o como fen\u00f4meno multifacetado \u2014 ao mesmo tempo demogr\u00e1fico, econ\u00f4mico e simb\u00f3lico. Cada deslocamento humano \u00e9 tamb\u00e9m uma travessia de sentido: muda-se o espa\u00e7o, mas tamb\u00e9m o olhar sobre o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-e1849dc5bbc989e509b4e99e16885d15 wp-block-paragraph\">Hoje, mais de <strong>280 milh\u00f5es de pessoas vivem fora de seus pa\u00edses de origem<\/strong>, segundo a ONU (2024), em um planeta interconectado por redes digitais, rotas a\u00e9reas e fronteiras f\u00edsicas cada vez mais vigiadas. A pergunta que se imp\u00f5e \u00e9: <strong>como os fluxos humanos est\u00e3o redesenhando o mapa da identidade global?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-7d4a00464fd59b296b82e9c03d61f681\"><strong>1. As Migra\u00e7\u00f5es na Hist\u00f3ria: Entre a Necessidade e o Sonho<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-50c79ee35aa05ccb60786110e836a869 wp-block-paragraph\">A migra\u00e7\u00e3o acompanha a humanidade desde o in\u00edcio \u2014 das grandes dispers\u00f5es africanas h\u00e1 70 mil anos \u00e0s ondas colonizadoras europeias dos s\u00e9culos XV ao XIX. Cada movimento populacional carregou consigo trocas culturais, t\u00e9cnicas e espirituais que moldaram civiliza\u00e7\u00f5es inteiras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-56fc81dfeb7e6f336906abdad2537fe8 wp-block-paragraph\">Durante o per\u00edodo moderno, as migra\u00e7\u00f5es transatl\u00e2nticas \u2014 sobretudo o <strong>tr\u00e1fico de pessoas escravizadas<\/strong> \u2014 deixaram marcas profundas nas Am\u00e9ricas, constituindo o que o historiador Paul Gilroy chamou de \u201cAtl\u00e2ntico Negro\u201d: um espa\u00e7o de dor, resist\u00eancia e cria\u00e7\u00e3o cultural.<br>J\u00e1 no s\u00e9culo XX, guerras, crises econ\u00f4micas e descoloniza\u00e7\u00f5es multiplicaram fluxos migrat\u00f3rios, transformando a mobilidade humana em tema central da pol\u00edtica internacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-985cb1291fd934669feb82ed031038cd wp-block-paragraph\">No s\u00e9culo XXI, as migra\u00e7\u00f5es s\u00e3o movidas tanto por <strong>esperan\u00e7a quanto por desespero<\/strong> \u2014 de refugiados ambientais a trabalhadores digitais n\u00f4mades, de exilados pol\u00edticos a estudantes globais.<br>Cada um deles participa de um processo cont\u00ednuo de reconstru\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o global, onde o lar n\u00e3o \u00e9 mais apenas geogr\u00e1fico, mas tamb\u00e9m emocional e simb\u00f3lico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>2. Globaliza\u00e7\u00e3o, Redes e Fronteiras: Paradoxos do Mundo Conectado<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-dbc3e8fca8c8b6bc831c6bdc5b5b4eec wp-block-paragraph\">Vivemos uma era de conex\u00f5es instant\u00e2neas e fronteiras refor\u00e7adas.<br>Enquanto os fluxos de capitais e informa\u00e7\u00f5es circulam livremente, o movimento das pessoas continua rigidamente controlado. A globaliza\u00e7\u00e3o, ao mesmo tempo que promete integra\u00e7\u00e3o, <strong>reproduz desigualdades estruturais<\/strong>, transformando o passaporte em marcador de privil\u00e9gio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-28083d49a542b087065fadb4bfee800c wp-block-paragraph\">As grandes metr\u00f3poles \u2014 S\u00e3o Paulo, Nova York, Paris, Joanesburgo \u2014 tornaram-se <strong>cidades-mundo<\/strong>, onde identidades e culturas se entrecruzam. Mas essa conviv\u00eancia nem sempre \u00e9 harmoniosa: os migrantes, essenciais para as economias urbanas, enfrentam racismo, xenofobia e precariza\u00e7\u00e3o.<br>O espa\u00e7o urbano global \u00e9, assim, um espelho da tens\u00e3o entre <strong>mobilidade e exclus\u00e3o<\/strong> \u2014 entre o sonho cosmopolita e as realidades das fronteiras invis\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-70a35240fe3f6ad567aebc33910c937d wp-block-paragraph\">Para a Geografia Humana contempor\u00e2nea, compreender as migra\u00e7\u00f5es \u00e9 entender como o <strong>poder atua sobre o movimento<\/strong>, definindo quem pode circular e quem deve permanecer im\u00f3vel.<br>O espa\u00e7o, nesse contexto, torna-se tamb\u00e9m instrumento de controle.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-944b58599fe2a0b956b9cf0304c63677\"><strong>3. Identidades em Tr\u00e2nsito: Pertencimento, Hibridismo e Mem\u00f3ria<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-839d7f411a9bccf425bbeb2bb955e886 wp-block-paragraph\">Migrar \u00e9 mais do que atravessar um territ\u00f3rio \u2014 \u00e9 reconstruir a pr\u00f3pria identidade.<br>Os deslocamentos criam o que o soci\u00f3logo Stuart Hall chamou de <strong>identidades h\u00edbridas<\/strong>, marcadas pela coexist\u00eancia de m\u00faltiplas refer\u00eancias culturais. O migrante vive entre mundos: traz consigo o passado e o traduz no presente, criando pontes simb\u00f3licas entre culturas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-392d602f2b5fd2c0f375f56450f82695 wp-block-paragraph\">Essas identidades em tr\u00e2nsito desafiam a ideia de pertencimento fixo.<br>No lugar de fronteiras, surgem <strong>redes de afetos e mem\u00f3rias<\/strong> \u2014 a culin\u00e1ria, a l\u00edngua, a m\u00fasica e os rituais tornam-se modos de permanecer e de resistir.<br>Do samba afro-brasileiro ao hip-hop das periferias francesas, a cultura migrante transforma a dor do deslocamento em pot\u00eancia criadora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-97a3dd747dbcf2444bcba7a0c56cac28 wp-block-paragraph\">A Antropologia Urbana observa que as migra\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas produzem <strong>territ\u00f3rios afetivos<\/strong>: mercados \u00e9tnicos, templos, festas e coletivos digitais tornam-se novos espa\u00e7os de pertencimento.<br>O migrante, ao habitar o entre-lugar, ensina \u00e0 sociedade global que identidade n\u00e3o \u00e9 raiz imut\u00e1vel, mas <strong>rizoma<\/strong>, sempre em expans\u00e3o e conex\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>4. Deslocamentos For\u00e7ados e Desigualdades Globais<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-bb0d74fef9381cf942f64a0542326058 wp-block-paragraph\">Nem toda migra\u00e7\u00e3o \u00e9 escolha.<br>Milh\u00f5es de pessoas s\u00e3o for\u00e7adas a deixar seus lares por guerras, persegui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, crises econ\u00f4micas ou desastres clim\u00e1ticos. A ONU estima que, at\u00e9 2050, <strong>mais de 250 milh\u00f5es de pessoas<\/strong> poder\u00e3o se tornar <strong>refugiados ambientais<\/strong> devido \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar, desertifica\u00e7\u00e3o e eventos extremos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-4493b191b34672ecf31562924c083555 wp-block-paragraph\">Esses deslocamentos exp\u00f5em a injusti\u00e7a ambiental e econ\u00f4mica do sistema global.<br>Pa\u00edses que menos contribu\u00edram para a crise clim\u00e1tica s\u00e3o os que mais sofrem seus efeitos.<br>A geopol\u00edtica das migra\u00e7\u00f5es revela, portanto, <strong>a geografia da desigualdade<\/strong> \u2014 um mapa em que as rotas do sofrimento seguem o mesmo tra\u00e7ado das antigas rotas coloniais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-048425395f146bb3342af9d0337bc5f5 wp-block-paragraph\">Nesse cen\u00e1rio, a \u00e9tica e a solidariedade tornam-se urgentes.<br>A constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas migrat\u00f3rias inclusivas, o acolhimento humanit\u00e1rio e a valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade cultural s\u00e3o passos fundamentais para uma cidadania verdadeiramente global.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-36148da43f1ca821165bf1dc9de3b5bf\"><strong>5. O Papel da Geografia Humana e do CEHASC: Cartografar Vidas, N\u00e3o Apenas Espa\u00e7os<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-6e2da4e884ad5b61a173226daeb94a3d wp-block-paragraph\">Para o <strong>CEHASC \u2013 Centro de Estudo Hist\u00f3rico Antropol\u00f3gico Sociocultural<\/strong>, estudar as migra\u00e7\u00f5es \u00e9 <strong>cartografar vidas<\/strong>: compreender as trajet\u00f3rias humanas que atravessam fronteiras f\u00edsicas e simb\u00f3licas.<br>A Geografia Humana, nesse sentido, n\u00e3o se limita a mapear fluxos; ela busca entender <strong>as hist\u00f3rias e subjetividades<\/strong> que esses fluxos carregam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-b05bf5f84a6711207472866276b91339 wp-block-paragraph\">Ao integrar m\u00e9todos etnogr\u00e1ficos, an\u00e1lises espaciais e abordagens culturais, o CEHASC prop\u00f5e uma leitura interdisciplinar das mobilidades contempor\u00e2neas.<br>O laborat\u00f3rio de <strong>Cultura Digital e Redes de Conhecimento<\/strong> da institui\u00e7\u00e3o, por exemplo, desenvolve projetos de <strong>cartografia interativa<\/strong> que d\u00e3o visibilidade a narrativas migrantes \u2014 hist\u00f3rias de travessia, resist\u00eancia e reinven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-8ad593af101dc00c3eac3b36e49826f2 wp-block-paragraph\">Nessa perspectiva, a migra\u00e7\u00e3o deixa de ser um problema a ser \u201cadministrado\u201d e passa a ser reconhecida como <strong>for\u00e7a constitutiva da humanidade<\/strong>, motor de diversidade e criatividade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-12a5a9ae44c9a1f4ead869ac431ce603\"><strong>Migra\u00e7\u00e3o como Esperan\u00e7a e Reescrita do Mundo<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-224a683dba7b1d777c356d0ec598222a wp-block-paragraph\">Migrar \u00e9 um ato de coragem e de cria\u00e7\u00e3o.<br>Cada travessia humana \u2014 seja ela f\u00edsica, digital ou simb\u00f3lica \u2014 amplia os horizontes da civiliza\u00e7\u00e3o.<br>Ao cruzar fronteiras, o migrante tamb\u00e9m desafia muros mentais e culturais, lembrando que a humanidade n\u00e3o se define pelo lugar onde nasce, mas pela capacidade de <strong>habitar o mundo em comum<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-7f278f97ce2ac371365eb34ab5e763f3 wp-block-paragraph\">A migra\u00e7\u00e3o \u00e9, assim, met\u00e1fora e realidade: movimento que rompe barreiras e reinventa pertencimentos.<br>Num tempo em que o medo do outro alimenta nacionalismos e exclus\u00f5es, reconhecer o valor do migrante \u00e9 reafirmar nossa pr\u00f3pria humanidade.<br>Porque, no fundo, toda hist\u00f3ria humana \u00e9 hist\u00f3ria de movimento \u2014 e o mundo que habitamos \u00e9 o resultado de incont\u00e1veis viagens, encontros e recome\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Refer\u00eancias B\u00e1sicas:<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-3a2667006a0d87380e08f484558125be\">Hall, Stuart. <em>A Identidade Cultural na P\u00f3s-Modernidade.<\/em> Rio de Janeiro: DP&amp;A, 2006.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-4427309a6fad39bfee0d1c9ff27110c8\">Gilroy, Paul. <em>O Atl\u00e2ntico Negro.<\/em> S\u00e3o Paulo: Editora 34, 2001.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-45685d25148c9cefef0dd9a92fd97f10\">Bauman, Zygmunt. <em>Estranhos \u00e0 Nossa Porta.<\/em> Rio de Janeiro: Zahar, 2017.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-d50fe94ab180e2230b9912b924425a8e\">Santos, Milton. <em>Por Uma Outra Globaliza\u00e7\u00e3o.<\/em> S\u00e3o Paulo: Record, 2000.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-7763631e99b5c6f26221e90e6a121e1f\">ONU Migra\u00e7\u00f5es (IOM). <em>World Migration Report 2024.<\/em><\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-ff250d0518ad56a846637dd102f38c0e\">CEHASC (2025). <em>Estudos sobre Mobilidades Humanas e Culturas Transnacionais.<\/em><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-white-color has-vivid-cyan-blue-to-vivid-purple-gradient-background has-text-color has-background has-link-color wp-elements-487533759490d7f0f6b6d049040dd569\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/h2>\n\n\n    <div class=\"hostinger-affiliate-block-single-type\">\n                    <div class=\"hostinger-affiliate-block-single-type__image\">\n                <a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/dp\/8537816108?tag=cehasc-20\" target=\"_blank\" rel=\"sponsored 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paradoxo de um mundo interconectado onde o capital flui livremente, mas o movimento das pessoas \u00e9 rigidamente controlado e desigual.<\/p>\n<p>\ud83d\udcdc Perspectivas e Conceitos Chave<\/p>\n<p>    Perspectiva Hist\u00f3rica: A migra\u00e7\u00e3o moldou civiliza\u00e7\u00f5es (incluindo o doloroso legado do Atl\u00e2ntico Negro, conforme Paul Gilroy), e hoje \u00e9 impulsionada tanto pela esperan\u00e7a quanto pelo desespero (refugiados clim\u00e1ticos, trabalhadores n\u00f4mades, etc.).<\/p>\n<p>    Paradoxo da Globaliza\u00e7\u00e3o: As grandes metr\u00f3poles s\u00e3o cidades-mundo, mas a conviv\u00eancia \u00e9 marcada por xenofobia e exclus\u00e3o. O passaporte atua como um marcador de privil\u00e9gio que define quem pode circular e quem deve permanecer im\u00f3vel.<\/p>\n<p>    Identidade em Tr\u00e2nsito: Migrar \u00e9 um ato de reconstru\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria. O deslocamento gera identidades h\u00edbridas (Stuart Hall), desafiando a ideia de pertencimento fixo e criando territ\u00f3rios afetivos (mem\u00f3rias, culin\u00e1ria, rituais).<\/p>\n<p>    Desigualdade For\u00e7ada: Milh\u00f5es de pessoas s\u00e3o for\u00e7adas a migrar por guerras, crises e, crescentemente, por fatores ambientais (refugiados ambientais), expondo a geografia da desigualdade global.<\/p>\n<p>\ud83c\udf1f Conclus\u00e3o<\/p>\n<p>O CEHASC defende que estudar as migra\u00e7\u00f5es \u00e9 cartografar vidas e reconhecer o migrante n\u00e3o como um problema, mas como uma for\u00e7a constitutiva e criadora da humanidade. A migra\u00e7\u00e3o \u00e9 uma met\u00e1fora do movimento cont\u00ednuo que reafirma a nossa humanidade em comum.<\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":4485,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_surecart_dashboard_logo_width":"180px","_surecart_dashboard_show_logo":true,"_surecart_dashboard_navigation_orders":true,"_surecart_dashboard_navigation_invoices":true,"_surecart_dashboard_navigation_subscriptions":true,"_surecart_dashboard_navigation_downloads":true,"_surecart_dashboard_navigation_billing":true,"_surecart_dashboard_navigation_account":true,"_uag_custom_page_level_css":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"disabled","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"products":"","footnotes":""},"categories":[11,60],"tags":[],"class_list":["post-4484","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencias-sociais","category-geografia-humana"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.0 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Migra\u00e7\u00f5es e Identidades: Os Fluxos Humanos na Constru\u00e7\u00e3o do Espa\u00e7o Global - CEHASC<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Como a migra\u00e7\u00e3o redesenha fronteiras e identidades globais? 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