No verão de 1518, a cidade de Estrasburgo foi palco de um fenômeno misterioso: centenas de pessoas começaram a dançar incontrolavelmente pelas ruas, sem música ou explicação aparente, até a exaustão — e, em alguns casos, até a morte. Conhecido como a “Dança da Peste”, esse episódio intrigante durou cerca de dois meses e envolveu entre 50 e 400 indivíduos.
Este artigo explora as possíveis causas do surto, desde teorias médicas renascentistas e intoxicação por fungos alucinógenos (ergotismo), até interpretações modernas de histeria coletiva causada por estresse extremo. Também analisa o impacto cultural do evento, que inspirou obras artísticas contemporâneas e reflexões sobre saúde mental em tempos de crise.
Mais do que um mistério histórico, a Dança da Peste revela como corpo, mente e sociedade se entrelaçam em momentos de tensão coletiva.