Saúde Mental e Neuropsicologia
Cérebro e Psicopatologia: Análise da relação entre alterações nas funções cognitivas e condições psiquiátricas, como ansiedade, depressão e esquizofrenia, sob uma perspectiva neurobiológica.

Saúde Mental e Neuropsicologia
A análise neurobiológica da psicopatologia revela que déficits cognitivos em ansiedade, depressão e esquizofrenia decorrem de disfunções em circuitos fronto-límbicos, com hiperreatividade amigdalar e hipoativação do CPF em transtornos afetivos, contrastando com desequilíbrios E/I e dopaminérgicos na esquizofrenia, afetando atenção, memória e executivas. Esses mecanismos, influenciados por genética e ambiente, sustentam vieses emocionais e rigidez cognitiva, demandando abordagens integradas para reabilitação neural e suporte funcional.
Ansiedade e Depressão: Padrões Transdiagnósticos
Na ansiedade, a neurobiologia é marcada pela hiperreatividade da amígdala, estrutura essencial para o processamento do medo, aliada à hipoativação do córtex pré-frontal (CPF). Esse desequilíbrio resulta em vieses atencionais persistentes para ameaças e em déficits notáveis na regulação emocional. Desequilíbrios nos sistemas de serotonina e norepinefrina exacerbam a hipersensibilidade ao estresse e comprometem a flexibilidade cognitiva.
Já na depressão, observa-se frequentemente a hiperatividade da rede de modo padrão (DMN), que está associada à ruminação persistente. Ineficiências no CPF dorsolateral levam a déficits no processamento de recompensas, afetando a memória e o controle inibitório. Reduções na dopamina e serotonina contribuem diretamente para a anedonia e a lentidão psicomotora.
Estes padrões são transdiagnósticos, destacando como disfunções glutamatérgicas e GABAérgicas em circuitos fronto-límbicos promovem estados de evitação de danos e um processamento de informações negativamente enviesado. Tais disfunções podem, inclusive, persistir mesmo em remissão sintomática, influenciando de forma duradoura o funcionamento diário do indivíduo.
A Gravidade Neurobiológica na Esquizofrenia
Na esquizofrenia, as alterações neurobiológicas se manifestam de forma mais grave. Desequilíbrios excitatório-inibitório (E/I) e hiperdopaminergia estriatal resultam em hipoativação severa do CPF. Isso leva a déficits cognitivos profundos em memória de trabalho, atenção sustentada e raciocínio, que frequentemente precedem o surgimento dos sintomas psicóticos e estão correlacionados a fatores genéticos poligênicos complexos.
Estudos de neuroimagem apontam para disconexões críticas em redes frontoparietais e redução na densidade sináptica, quadros agravados por fatores ambientais, como trauma precoce. Tais fatores contribuem para oscilações gama aberrantes e representações neurais imprecisas, comprometendo a integração sensorial e o aprendizado.
Essa perspectiva neurobiológica moderna integra os transtornos ao enfatizar vias comuns, como falhas na plasticidade sináptica e inflamação neuronal. Isso abre caminho para a sugestão de intervenções transdiagnósticas — como a estimulação cerebral não invasiva — visando restaurar a conectividade e mitigar os impactos cognitivos, promovendo maior autonomia e qualidade de vida.
A Gravidade Neurobiológica na Esquizofrenia
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