Neurociência Cognitiva
Bases Neurobiológicas do Comportamento: Exploração aprofundada da estrutura e funcionamento cerebral (neuroanatomia, neurofisiologia), examinando como as redes neurais influenciam a cognição e os sintomas.

Neurociência Cognitiva
A neurociência cognitiva explora as bases neurobiológicas do comportamento por meio da neuroanatomia (estruturas como CPF, amígdala e tálamo) e neurofisiologia (transmissão sináptica e plasticidade), revelando como redes neurais frontoparietais e límbicas integram cognição, emoção e percepção para respostas adaptativas. Disfunções nessas redes, como desequilíbrios E/I ou acúmulos patológicos, geram sintomas em transtornos como ansiedade, depressão e demências, enfatizando abordagens integradas para diagnóstico e reabilitação que visam restaurar a conectividade neural e promover autonomia comportamental.
Neurociência Cognitiva
Neurociência Cognitiva: Bases Neurobiológicas do Comportamento
A neuroanatomia e a neurofisiologia fornecem as bases fundamentais para a compreensão do funcionamento cerebral, revelando como estruturas específicas e processos celulares orquestram a complexidade do comportamento humano. O cérebro, uma vasta rede composta por cerca de 86 bilhões de neurônios interconectados, organiza-se em regiões especializadas. O córtex pré-frontal (CPF), por exemplo, gerencia funções executivas como planejamento, raciocínio e inibição de respostas. O sistema límbico, que inclui a amígdala (processamento emocional) e o hipocampo (memória), atua como centro integrador de emoções e memórias; enquanto o tálamo funciona como um relê sensorial, filtrando inputs vitais para o córtex.
Neurociência Cognitiva: Bases Neurobiológicas do Comportamento
Mecanismos Fisiológicos e Plasticidade
Do ponto de vista neurofisiológico, a transmissão sináptica — mediada por neurotransmissores como a dopamina (essencial para recompensa e motivação) e a serotonina (chave na regulação emocional) — sustenta a plasticidade neural. Essa plasticidade se manifesta através de mecanismos como o Long-Term Potentiation (LTP), processo celular fundamental para o aprendizado e a formação de novas memórias.
O Sistema Reticular Ativador Ascendente (SRAA), localizado no tronco encefálico, modula ativamente o estado de vigília. Ao conectar-se ao tálamo e ao córtex, o SRAA mantém o nível de consciência. Fenômenos eletrofisiológicos, como as oscilações de ondas gama, facilitam a integração sensorial e cognitiva. A sinergia entre estas estruturas e mecanismos explicam como os estímulos ambientais são processados em percepções coerentes, influenciando respostas adaptativas, como a orientação atencional em situações de ameaça.
Mecanismos Fisiológicos e Plasticidade
Redes Neurais e a Emergência de Sintomas
A cognição e a emergência de sintomas patológicos são intrinsecamente ligadas à atividade das redes neurais, circuitos distribuídos que operam em harmonia. A Rede de Modo Padrão (DMN), por exemplo, é ativada durante estados de introspecção e planejamento mental. Em contraste, a Rede Frontoparietal é recrutada para a atenção executiva e o controle de tarefas.
Essas redes integram o processamento bottom-up (automático e sensorial) e top-down (controlado pelo CPF), moldando funções críticas como a memória de trabalho e a tomada de decisões. Desregulações nessas redes levam à psicopatologia:
Emergência de Sintomas
- Na Ansiedade: A hiperatividade amigdalar em redes límbico-frontais, por exemplo, amplifica as respostas emocionais, enviesando a atenção para estímulos negativos.
- Na Esquizofrenia: Disfunções no equilíbrio excitatório-inibitório (E/I) em redes frontais causam déficits em memória de trabalho e se correlacionam com a emergência de alucinações.
- No Alzheimer: O acúmulo de proteínas como o beta-amiloide interrompe a comunicação eficiente das redes de memória, desencadeando o declínio cognitivo característico.
A compreensão dessas alterações em redes neurais não apenas fornece uma poderosa chave de leitura para os sintomas, mas também guia novas intervenções. Técnicas como a estimulação transcraniana exploram a plasticidade cerebral para restaurar a conectividade funcional, destacando a neurociência como um farol para terapias personalizadas e melhoria da qualidade de vida.
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