Dificuldades de Aprendizagem
Leitura, Escrita e Cálculo: Estratégias para a superação de dificuldades específicas como Dislexia, Discalculia e Disortografia, focando na otimização do processo de aquisição de conhecimento.

Dificuldades de Aprendizagem
As estratégias neuropsicológicas para superar dislexia, disortografia e discalculia priorizam intervenções multissensoriais e individualizadas, como treinamento fonológico para leitura/escrita e manipulativos concretos para cálculo, integrando tecnologias assistivas (ex.: apps de TTS e simulações matemáticas) e metodologias ativas (ABP, auto-instruções) para otimizar a aquisição de conhecimento. Focando em déficits cognitivos como processamento fonológico e funções executivas, essas abordagens promovem detecção precoce, colaboração multidisciplinar e ênfase em forças pessoais, reduzindo barreiras emocionais e fomentando autonomia e inclusão educacional de forma equitativa e baseada em evidências.
Dificuldades de Aprendizagem: Leitura, Escrita e Cálculo
As dificuldades específicas de aprendizagem (DEA) são déficits neuropsicológicos que afetam a aquisição e o uso de habilidades acadêmicas essenciais, manifestando-se sem que haja comprometimento intelectual global.
1. Dislexia e Disortografia: Déficits na Linguagem Escrita
A dislexia e a disortografia afetam, respectivamente, a precisão e a fluidez na leitura e na escrita. Estas condições decorrem de déficits neuropsicológicos primários no processamento fonológico, na memória de trabalho e nas funções executivas.
Para a superação da dislexia, as estratégias baseadas em evidências enfatizam abordagens multissensoriais, como o Método Orton-Gillingham. Este método integra treinamento fonológico (segmentação silábica, rimas, blending de sons) com atividades visuais e cinestésicas, visando fortalecer a correspondência grafema-fonema e automatizar a decodificação.
Na disortografia, as intervenções focam na memória visual e no domínio das regras ortográficas. São utilizados exercícios lúdicos e jogos de soletração familiar (ex: agrupamento de palavras) e treinamento em sequenciação fonêmica. Tais práticas são aliadas ao uso de tecnologias assistivas, como apps de texto-para-voz (ClaroRead) e fontes disléxicas (OpenDyslexic), minimizando a ansiedade e fomentando a autonomia. A avaliação neuropsicológica precoce (ex: PROLEC-R) é crucial para a elaboração de planos individualizados.
2. Discalculia: Desafios no Senso Numérico e Aritmético
A discalculia é caracterizada por déficits no senso numérico e no processamento aritmético, sendo frequentemente associada a alterações em áreas cerebrais como o lobo parietal.
Para otimizar a aquisição de competências matemáticas, as estratégias de intervenção demandam uma sequência de ensino que evolua do concreto ao abstrato. O uso de manipulativos concretos (hastes Cuisenaire, ábacos) é essencial para visualizar relações quantitativas e operações básicas, seguido por exercícios de visualização e desenho de problemas para reforçar a memória de trabalho.
Intervenções eficazes também incluem treinamento em resolução de problemas reais via Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP), com suporte de ferramentas digitais (GeoGebra, Khan Academy) e o ensino de auto-instruções metacognitivas (“Párate y Piensa”). Essa abordagem multidisciplinar, integrada a co-ensino e avaliações adaptadas (tempo extra, uso de calculadoras), não apenas corrige déficits, mas potencializa o engajamento e a inclusão no processo educativo.
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