Desenvolvimento Neurológico
Transtornos Específicos: Conteúdo especializado e baseado em evidências sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e o TDAH, incluindo etiologia, manifestações clínicas e recursos de apoio.

Desenvolvimento Neurológico
No desenvolvimento neurológico, o TEA e o TDAH representam transtornos do neurodesenvolvimento com etiologias genético-ambientais complexas, manifestando-se por déficits em interação social/comunicação e regulação atencional/impulsiva, respectivamente, e demandando diagnóstico precoce para intervenções eficazes. Recursos baseados em evidências, como terapias comportamentais, suporte educacional e medicamentos direcionados, enfatizam abordagens personalizadas e multidisciplinares para otimizar o funcionamento, autonomia e qualidade de vida, com suporte familiar e comunitário essencial para mitigar comorbidades e promover inclusão.
Desenvolvimento Neurológico: Transtornos Específicos
Transtorno do Espectro Autista (TEA)
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) possui uma etiologia claramente multifatorial, sendo o componente genético dominante, com uma herdabilidade que pode atingir até 90%. As investigações apontam para variantes em múltiplos genes e loci cromossômicos, como o 15q11-q13, que interagem com fatores ambientais de risco como idade parental avançada, prematuridade e exposição ao valproato na gestação.
Clinicamente, o TEA se manifesta por déficits persistentes na comunicação social — exemplificados pela ausência de reciprocidade emocional, contato visual reduzido e dificuldade em brincadeiras imaginativas — e por padrões restritos e repetitivos de comportamento, incluindo interesses intensos, maneirismos motores e hipersensibilidade sensorial.
Tais manifestações estão presentes desde a infância precoce, frequentemente acompanhadas de comorbidades como deficiência intelectual (em até 27% dos casos) e epilepsia. O diagnóstico precoce, através de ferramentas padronizadas como o M-CHAT e o ADOS, é vital.
Os recursos de apoio baseados em evidências englobam terapias comportamentais intensivas (ABA, TEACCH), treinamento parental e, quando apropriado, o uso de medicamentos (como a risperidona para irritabilidade), visando maximizar a autonomia e a inclusão educacional, e contando com o suporte familiar para um melhor prognóstico a longo prazo.
Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)
O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) também tem uma etiologia neurobiológica multifatorial, com uma alta taxa de herdabilidade, estimada entre 70% e 80%. Loci genéticos identificados (via estudos GWAS) interagem com influências ambientais — como a exposição pré-natal ao tabagismo, estresse materno ou toxinas como chumbo — através de mecanismos epigenéticos.
Essas interações afetam crucialmente os sistemas dopaminérgicos e noradrenérgicos, resultando em volumes cerebrais reduzidos e conectividade funcional alterada nas regiões frontais. As manifestações clínicas centrais são a desatenção (dificuldade em manter o foco, má organização e esquecimento), a hiperatividade (inquietação motora) e a impulsividade (interrupções e respostas precipitadas). A expressão e a proporção desses sintomas variam conforme a idade, e frequentemente há comorbidades, como transtorno opositor-desafiador e ansiedade.
O diagnóstico utiliza critérios internacionais (DSM-5/CID-11), escalas como SNAP-IV e uma avaliação multidisciplinar. O tratamento ideal é multimodal: inclui psicoeducação, treinamento comportamental parental, adaptações escolares e a farmacoterapia de primeira linha com estimulantes (metilfenidato, anfetaminas), complementada pela TCC, visando a redução dos sintomas e a melhoria funcional a longo prazo.
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