A Anatomia de uma Traição
O texto analisa criticamente o “Perdão Imperial de 1840”, decretado por Luís Alves de Lima e Silva (futuro Barão de Caxias) durante a revolta da Balaiada.
Pontos centrais
O perdão não foi um ato de clemência, mas uma estratégia política calculada para pacificar a revolta.
A anistia foi seletiva: beneficiou vaqueiros, artesãos e liberais, mas excluiu líderes quilombolas, como Cosme Bento, reforçando a ordem escravocrata.
Essa exclusão é apresentada como exemplo de racismo de Estado, criminalizando a luta pela liberdade.
A estratégia dividiu os rebeldes, enfraquecendo a união multirracial da Balaiada e isolando os quilombolas.
A “paz” conquistada significou a restauração da hierarquia social e a reafirmação da escravidão.
O mito de Caxias como “pacificador” é criticado: o perdão foi apenas um complemento à violência, não uma alternativa.
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