A Anatomia de uma Traição

O texto analisa criticamente o “Perdão Imperial de 1840”, decretado por Luís Alves de Lima e Silva (futuro Barão de Caxias) durante a revolta da Balaiada.
Pontos centrais
O perdão não foi um ato de clemência, mas uma estratégia política calculada para pacificar a revolta.

A anistia foi seletiva: beneficiou vaqueiros, artesãos e liberais, mas excluiu líderes quilombolas, como Cosme Bento, reforçando a ordem escravocrata.

Essa exclusão é apresentada como exemplo de racismo de Estado, criminalizando a luta pela liberdade.

A estratégia dividiu os rebeldes, enfraquecendo a união multirracial da Balaiada e isolando os quilombolas.

A “paz” conquistada significou a restauração da hierarquia social e a reafirmação da escravidão.

O mito de Caxias como “pacificador” é criticado: o perdão foi apenas um complemento à violência, não uma alternativa.

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O Direito à Saúde no Estatuto da Igualdade Racial

Este artigo examina o tratamento do direito à saúde no Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/2010), destacando suas garantias legais, diretrizes estruturantes e os desafios enfrentados para efetivar políticas públicas equitativas no Brasil. A análise evidencia que a saúde da população negra é atravessada por desigualdades históricas, racismo institucional e carências estruturais que impactam diretamente o acesso, a qualidade do atendimento e os indicadores epidemiológicos. O texto também discute as políticas de promoção da igualdade racial na saúde, seus avanços, limitações e a necessidade de fortalecer mecanismos de monitoramento, participação social, financiamento permanente e formação antirracista dos profissionais. Conclui apontando que o Estatuto é um marco jurídico essencial, mas que sua plena efetivação depende de transformações sistêmicas e compromisso político contínuo.

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Trabalho e Emprego no Estatuto da Igualdade Racial

O artigo examina as diretrizes do Estatuto da Igualdade Racial para a área de Trabalho e Emprego, destacando as políticas de inclusão da população negra no mercado laboral, o combate à discriminação em processos seletivos e ascensão profissional, e o estímulo ao empreendedorismo negro. Analisam-se os avanços previstos pela legislação, seus desafios estruturais e as implicações socioculturais das políticas públicas voltadas à equidade. O texto integra esses elementos à perspectiva do CEHASC, evidenciando como trabalho, identidade e justiça histórica se entrelaçam na busca por um mercado de trabalho antirracista e inclusivo.

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Mulher Negra e Garantias de Proteção no Estatuto da Igualdade Racial

Este artigo analisa a proteção destinada às mulheres negras no Estatuto da Igualdade Racial, que assegura atenção integral em casos de violência. Ao reconhecer vulnerabilidades estruturais produzidas pela interseccionalidade entre raça e gênero, o Estatuto orienta políticas públicas de assistência física, psicológica, social e jurídica. O texto discute os avanços legais, os desafios de implementação e a necessidade de formação antirracista nas instituições públicas para garantir uma proteção efetiva e humanizada.

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Mídia, Representação e Igualdade Racial

Este artigo analisa as diretrizes do Estatuto da Igualdade Racial referentes à mídia e comunicação, destacando seu papel na valorização da herança cultural negra, na promoção de representações plurais e no combate a conteúdos discriminatórios. Discute ainda a importância da inclusão de profissionais negros nos meios de comunicação e os desafios contemporâneos relacionados à democratização das narrativas e aos impactos algorítmicos nas plataformas digitais

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Educação, Cultura, Esporte e Lazer no Estatuto da Igualdade Racial

O Estatuto da Igualdade Racial estabelece diretrizes essenciais para promover a equidade nas áreas de educação, cultura, esporte e lazer. Ele reforça a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, ampliando o acesso a conhecimentos que valorizam as contribuições dos povos negros na formação do Brasil. No campo cultural, o Estatuto incentiva a preservação e a difusão da herança afro-brasileira, fortalecendo identidades e práticas tradicionais. Já nas áreas de esporte e lazer, garante políticas que ampliam o acesso democrático a espaços e atividades, contribuindo para o bem-estar, a inclusão e a cidadania plena. O texto analisa essas diretrizes e destaca os desafios para sua efetivação no cotidiano das políticas públicas.

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Direito à Terra e Justiça Histórica

Este artigo analisa o direito à terra previsto no Estatuto da Igualdade Racial, com foco nos dispositivos que asseguram a propriedade definitiva dos territórios quilombolas. Discute a dimensão histórica, cultural e política do território, os instrumentos de titulação, as políticas públicas envolvidas e os desafios ainda existentes para a efetivação desse direito. Enfatiza o território como um fundamento de reparação, identidade e autonomia comunitária.

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Racismo na Mídia Brasileira: Negros em Propagandas

O artigo examina a representação de pessoas negras em propagandas de TV brasileiras (2020-2025), utilizando análise de conteúdo de 500 anúncios. Revela que apenas 15% dos protagonistas são negros, com 60% das representações reforçando estereótipos como empregados domésticos ou atletas. Esses padrões perpetuam o racismo estrutural, impactando a autoestima de 65% dos jovens negros, segundo o Datafolha (2023). Propõe cotas de 30% para protagonistas negros, diretrizes antirracistas, incentivos fiscais e treinamentos para publicitários. Apesar de cr

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Cotas Raciais e Mobilidade Social no Brasil

O artigo analisa os impactos das cotas raciais nas universidades públicas brasileiras (2012-2024), com base em dados do MEC e IBGE. A proporção de estudantes negros subiu de 10% para 25%, mas a evasão (20%) e disparidades salariais (20% menores para negros) persistem. Propostas incluem bolsas permanência, incentivos à contratação e monitoramento. Apesar de críticas sobre meritocracia, as cotas promovem inclusão, exigindo políticas complementares para combater o racismo estrutural e garantir mobilidade social.

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diversidade etnico racial brasileira

Reformulando Conceitos Étnico-Raciais

No Brasil, a diversidade étnico-racial exige uma análise que alie rigor acadêmico e realidades vividas. Este artigo revisita categorias como Afrodescendentes (Negros e Pardos), Nativodescendentes (Índios, Caboclos e Mestiços) e Eurodescendentes (Brancos), não como meras construções teóricas, mas como reflexos de autodeclarações presentes em movimentos sociais e censos.

Em vez de uma abordagem ideológica simplificada, o foco é incorporar múltiplas perspectivas dos movimentos negro, indígena e pardo-mestiço, evitando generalizações que ignoram experiências reais. Ao reconhecer a origem das categorias na vida cotidiana, especialmente no Norte do Brasil, promove-se um diálogo que valoriza a complexidade da miscigenação, sem romantizá-la ou desconsiderar desigualdades históricas.

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