Como a Pesquisa Científica Pode Construir um Futuro Mais Justo

Este artigo discute o papel da pesquisa científica como instrumento fundamental para a construção de sociedades mais justas, diversas e igualitárias. A partir de sete dimensões — identificação de desigualdades invisíveis, formulação de políticas públicas baseadas em evidências, pesquisa-ação participativa, comunicação científica acessível, inovação social sustentável, produção técnica para movimentos sociais e avaliação de programas — o texto explora metodologias, conceitos e exemplos reais nacionais e internacionais. Também apresenta um alerta ético sobre como certas práticas científicas podem reproduzir injustiças quando orientadas por paradigmas coloniais e excludentes. Ao final, o artigo reafirma a necessidade de uma ciência ética, participativa e comprometida com direitos humanos, propondo que pesquisadores, comunidades e gestores atuem conjuntamente na transformação social.

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Cultura, Paisagem e Pertencimento: A Geografia Simbólica do Lugar

O texto aborda como a crise ambiental global está profundamente ligada às desigualdades sociais e territoriais. Ele propõe uma reflexão crítica sobre o impacto humano no planeta, destacando que os efeitos da degradação ambiental não são distribuídos de forma equitativa.

Principais ideias:
Desigualdade ambiental: Comunidades vulneráveis, como indígenas, ribeirinhos e periféricos, sofrem mais com os impactos ambientais, apesar de contribuírem menos para a crise.

Natureza como direito: O post defende que o meio ambiente deve ser tratado como um direito humano, e não como recurso explorável.

Justiça territorial: O território é visto como espaço de disputa, onde se expressam desigualdades e resistências.

Saberes tradicionais: Práticas sustentáveis de povos originários e comunidades locais são valorizadas como alternativas viáveis e éticas.

Cultura da resistência: Ações como hortas urbanas, ocupações culturais e redes de cuidado são apresentadas como formas de transformação social e ecológica.

Mensagem final:
A justiça ambiental exige uma nova ética territorial, que reconheça a diversidade dos modos de vida e promova equidade na relação entre sociedade e natureza.

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Desigualdade Ambiental e Justiça Territorial: O Impacto Humano sobre o Planeta

O texto aborda como a crise ambiental global é, na verdade, uma crise de desigualdade. Embora os países e grupos mais ricos sejam os maiores responsáveis pelas emissões e exploração dos recursos naturais, são as populações vulneráveis — indígenas, periféricas, ribeirinhas — que sofrem os impactos mais severos.

Principais ideias:
Crise climática como injustiça social: A degradação ambiental afeta desigualmente os territórios e populações.

Natureza como direito: Propõe uma mudança de paradigma, reconhecendo a terra, a água e o ar como direitos humanos.

Geografia do poder: Os espaços mais poluídos e degradados são ocupados por quem tem menos voz política.

Resistência cultural: Povos originários e comunidades tradicionais oferecem modelos sustentáveis baseados em cuidado e reciprocidade.

Justiça urbana: Iniciativas comunitárias nas periferias mostram que a sustentabilidade pode nascer de baixo para cima.

Ecologia global decolonial: Defende uma transição ecológica justa, com reparação histórica e inclusão dos saberes do Sul global.

Mensagem final:
A verdadeira revolução ecológica começa nas relações humanas e territoriais. Preservar o planeta é também preservar a dignidade e a diversidade dos modos de vida.

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Territórios da Cultura: Lugares de Memória, Identidade e Resistência

O texto explora como os territórios culturais funcionam como espaços simbólicos de memória, identidade e resistência. A partir da Geografia Humana e da Antropologia Sociocultural, o post argumenta que o espaço não é neutro — ele é moldado por relações de poder, práticas culturais e afetos.

Principais ideias:
Espaço como linguagem: Territórios são textos vivos que narram histórias de pertencimento e luta.

Lugares de memória: Espaços como quilombos, aldeias e centros culturais preservam tradições e desafiam o esquecimento.

Resistência simbólica: A memória coletiva é reativada por comunidades e movimentos sociais como forma de enfrentamento ao apagamento histórico.

Cultura e globalização: A valorização da cultura local convive com ameaças como a gentrificação e a mercantilização do espaço.

Cartografias afetivas: Ferramentas digitais ajudam a mapear narrativas e redes culturais, ampliando a visibilidade de vozes marginalizadas.

Atuação do CEHASC: O centro promove pesquisas colaborativas e ações de extensão que fortalecem práticas culturais e saberes tradicionais.

Mensagem final:
O território cultural é mais que solo físico — é um chão simbólico onde a memória se transforma em futuro. Estudar a cultura é escutar o território e reconhecer sua pulsação viva.

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Migrações e Identidades: Os Fluxos Humanos na Construção do Espaço Global

O artigo analisa a migração como um fenômeno multifacetado que está no cerne da construção do espaço global e da transformação identitária na era do século XXI.

🔑 Tese Central

A migração é uma constante histórica que, no contexto da globalização, revela o paradoxo de um mundo interconectado onde o capital flui livremente, mas o movimento das pessoas é rigidamente controlado e desigual.

📜 Perspectivas e Conceitos Chave

Perspectiva Histórica: A migração moldou civilizações (incluindo o doloroso legado do Atlântico Negro, conforme Paul Gilroy), e hoje é impulsionada tanto pela esperança quanto pelo desespero (refugiados climáticos, trabalhadores nômades, etc.).

Paradoxo da Globalização: As grandes metrópoles são cidades-mundo, mas a convivência é marcada por xenofobia e exclusão. O passaporte atua como um marcador de privilégio que define quem pode circular e quem deve permanecer imóvel.

Identidade em Trânsito: Migrar é um ato de reconstrução identitária. O deslocamento gera identidades híbridas (Stuart Hall), desafiando a ideia de pertencimento fixo e criando territórios afetivos (memórias, culinária, rituais).

Desigualdade Forçada: Milhões de pessoas são forçadas a migrar por guerras, crises e, crescentemente, por fatores ambientais (refugiados ambientais), expondo a geografia da desigualdade global.

🌟 Conclusão

O CEHASC defende que estudar as migrações é cartografar vidas e reconhecer o migrante não como um problema, mas como uma força constitutiva e criadora da humanidade. A migração é uma metáfora do movimento contínuo que reafirma a nossa humanidade em comum.

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Urbanização e Desigualdade: A Cidade como Espelho das Contradições Sociais

A urbanização é um processo histórico complexo que, ao longo do tempo, tem sido responsável por concentrar riqueza e poder nas áreas urbanas, mas, simultaneamente, agrava as disparidades sociais existentes. Nesse contexto, as cidades tornam-se um “espelho” das desigualdades que permeiam a sociedade, refletindo as fraturas sociais de maneira clara e impactante. A segregação espacial, visível na distribuição desigual de classes sociais e serviços, é um dos principais indicadores dessas tensões. Enquanto algumas regiões urbanas prosperam, com acesso a recursos e oportunidades, outras enfrentam desafios significativos, como pobreza, falta de infraestrutura e exclusão social. Assim, a urbanização não é apenas um fenômeno físico, mas também um reflexo das dinâmicas sociais, políticas e econômicas que moldam a vida nas cidades. Esse contraste evidencia a necessidade urgente de políticas que promovam uma urbanização mais inclusiva e equitativa.

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Ascensão da Extrema-Direita e os Desafios da Democracia no Brasil

O artigo analisa o crescimento da extrema-direita no Brasil como resultado de tensões sociais, econômicas e ideológicas. Destaca como políticas de inclusão social — como o Bolsa Família e as cotas raciais — provocaram reações conservadoras, especialmente entre jovens da classe média alta. Esses grupos, influenciados por discursos que exaltam hierarquias sociais e liberdade individual, passaram a rejeitar avanços democráticos que beneficiam populações historicamente marginalizadas.

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O Ser Humano, a Cultura e o Espelho da Sociedade: Uma Análise dos Estudos Socioculturais

Os Estudos Socioculturais investigam as formas simbólicas e expressivas pelas quais os grupos humanos constroem sentido. Analisam arte, religião, linguagem, mídia, costumes e valores, buscando compreender como a cultura molda identidades e relações sociais. Essa área é essencial para refletir sobre diversidade, patrimônio cultural e diálogo entre tradições.

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A Conspiração Pós-Pandemia: O Que a Ciência Social Nos Ensina

A pandemia de COVID-19 não foi apenas uma crise sanitária global: tornou-se um verdadeiro laboratório social, revelando como o medo, a incerteza e a sobrecarga de informações alimentam teorias conspiratórias. Este artigo analisa o fenômeno à luz da Sociologia, da Psicologia Social e da Antropologia, conectando experiências passadas e atuais para compreender como narrativas simplificadoras encontram terreno fértil em momentos de crise.

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Liberdade em Arendt e Berlin: Impactos na Democracia Atual

O artigo compara as concepções de liberdade de Hannah Arendt (ação política) e Isaiah Berlin (liberdade negativa/positiva), aplicando-as à polarização e desinformação na democracia brasileira em 2024. Utilizando análise de 1.000 posts no X, destaca que 70% do conteúdo político é polarizante, enquanto 30% contém desinformação. Arendt sugere fortalecer a esfera pública; Berlin, proteger a expressão e autonomia. Propostas incluem fóruns comunitários, educação midiática e regulação equilibrada, com dados da UNESCO mostrando 25% de aumento na resiliência a fake news. O estudo reforça a necessidade de diálogo plural e proteção da liberdade para uma democracia robusta.

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