Conexões entre Narrativas da Memória, Sociolinguística e Semiótica

Este artigo explora as interações entre narrativas da memória, práticas sociolinguísticas e interpretações semióticas, destacando como discursos e signos culturais moldam identidades coletivas e individuais. A análise evidencia o papel da linguagem como mediadora entre lembranças sociais e contextos comunicativos, revelando conexões que fortalecem a compreensão crítica da diversidade cultural e dos processos de construção simbólica na sociedade contemporânea.

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A Importância da Linguagem na Construção Humana: Estrutura, Contexto e Transformação Social

Este artigo, inspirado nas perspectivas do Centro de Estudos Histórico Antropológico Sociocultural (CEHASC), revisita fundamentos estruturalistas e socioculturais da linguagem, examina sua relevância para as relações humanas em diferentes esferas (grupos sociais, escola, espaço público e redes digitais) e discute benefícios, desafios e implicações éticas no cenário contemporâneo, marcado por disputas em torno de direitos linguísticos, inclusão, desinformação e polarização. A partir de revisão bibliográfica e análise de políticas e práticas recentes no Brasil (2025–2026), argumenta-se que a linguagem não é apenas instrumento de comunicação, mas força transformadora que exige educação linguística crítica, valorização da diversidade e políticas de multiletramentos para enfrentar assimetrias de poder e promover diálogo inclusivo.

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Crônica: A Cidade Depois das Seis

A Cidade Depois das Seis J.B. NETO Há uma hora em que as cidades mudam de rosto. Não acontece exatamente quando anoitece. A noite é apenas a consequência. A mudança começa antes, quando os comerciantes abaixam as portas, os funcionários deixam os escritórios, os últimos clientes saem das lojas e as ruas começam a perder

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Crônica O Homem que Esperava o Ônibus

Em uma noite chuvosa, um homem espera durante horas por um ônibus que parece nunca chegar. Enquanto espera, observa passageiros, vendedores, mendigos, estudantes, trabalhadores e casais atravessando a rua. A espera pelo ônibus transforma-se lentamente em uma reflexão sobre todas as coisas que ele esperou durante a vida: um emprego, um amor, uma oportunidade, uma mudança. Quando finalmente o ônibus aparece, ele já não sabe se ainda deseja embarcar.

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Crônica: A Última Mesa do Bar

Um homem frequenta durante anos o mesmo bar no centro histórico. A mesa onde se senta parece ter memória própria. Ali passaram amigos, amantes, políticos, bêbados e desconhecidos. Certa noite, ele percebe que todos desapareceram e que somente ele continua voltando. Entre observações irônicas sobre a cidade e lembranças fragmentadas, começa a suspeitar que talvez não esteja esperando alguém — talvez esteja esperando o próprio passado.
Eixo: memória, passagem do tempo e solidão.

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Um Fim de Tarde em São Luís — 1981

Em um fim de tarde chuvoso na São Luís de 1981, um homem solitário afoga sua angústia em doses de bebida enquanto espera por uma mulher que provavelmente nunca voltará. Sentado em um bar decadente, observa a cidade antiga — seus sobrados, ruas molhadas e luzes de mercúrio — transformando tudo ao redor em reflexo de sua própria melancolia. Entre lembranças, delírios amorosos e críticas irônicas ao mundo moderno, ele mistura desejo, álcool e solidão numa espera interminável. Enquanto mendigos atravessam avenidas molhadas e os carros riscam a noite, o narrador mergulha cada vez mais em pensamentos confusos, até sentir que o mundo inteiro gira como uma centrífuga. No fim, resta apenas a ausência dela — e a amarga constatação de que nem o tempo, nem a bebida, nem a imaginação foram capazes de trazê-la de volta.

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Crítica de Ainda Estou Aqui, de Marcelo Rubens Paiva

O post apresenta uma análise sensível e profunda do livro Ainda Estou Aqui, de Marcelo Rubens Paiva. A obra é descrita como uma poderosa narrativa de memória, que entrelaça a história pessoal do autor — marcada pela paralisia de sua mãe, Eunice Paiva — com o contexto político do Brasil durante a Ditadura Militar.

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Linguística – Estrutura, Sentido e Poder da Linguagem

A Linguística, como ciência voltada ao estudo da linguagem humana, ultrapassa a mera descrição de sons e regras gramaticais para investigar as dimensões mais profundas da comunicação: a estrutura que organiza o discurso, o sentido que ele produz e o poder que exerce sobre indivíduos e coletividades. Em um mundo cada vez mais interconectado e desigual, compreender essas dimensões não é apenas um exercício teórico, mas uma necessidade ética e política. A linguagem, afinal, não é neutra — ela constrói realidades, preserva memórias, legitima hierarquias e impulsiona resistências.

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O Sabiá da Meia-Noite: Canção e Redenção no Sertão

No coração árido do sertão nordestino, onde a seca molda vidas e memórias, “O Sabiá da Meia-Noite” emerge como uma narrativa folclórica que entrelaça esperança, resistência e a força da oralidade. Contada como se ecoasse das vozes de vaqueiros ao redor de uma fogueira, esta história reflete a luta contra a adversidade e a preservação da identidade cultural por meio de cantigas e memórias. Alinhada aos temas do CEHASC — linguagem, poder, memória histórica e justiça social —, a jornada de João e seu sabiá prateado revela o hibridismo cultural do Brasil, mesclando tradições nordestinas com influências indígenas e africanas. Apresentamos o conto completo, seguido de uma análise antropológica que explora como narrativas orais transformam comunidades e desafiam opressões.

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