Migrações e Identidades: Os Fluxos Humanos na Construção do Espaço Global
O artigo analisa a migração como um fenômeno multifacetado que está no cerne da construção do espaço global e da transformação identitária na era do século XXI.
🔑 Tese Central
A migração é uma constante histórica que, no contexto da globalização, revela o paradoxo de um mundo interconectado onde o capital flui livremente, mas o movimento das pessoas é rigidamente controlado e desigual.
📜 Perspectivas e Conceitos Chave
Perspectiva Histórica: A migração moldou civilizações (incluindo o doloroso legado do Atlântico Negro, conforme Paul Gilroy), e hoje é impulsionada tanto pela esperança quanto pelo desespero (refugiados climáticos, trabalhadores nômades, etc.).
Paradoxo da Globalização: As grandes metrópoles são cidades-mundo, mas a convivência é marcada por xenofobia e exclusão. O passaporte atua como um marcador de privilégio que define quem pode circular e quem deve permanecer imóvel.
Identidade em Trânsito: Migrar é um ato de reconstrução identitária. O deslocamento gera identidades híbridas (Stuart Hall), desafiando a ideia de pertencimento fixo e criando territórios afetivos (memórias, culinária, rituais).
Desigualdade Forçada: Milhões de pessoas são forçadas a migrar por guerras, crises e, crescentemente, por fatores ambientais (refugiados ambientais), expondo a geografia da desigualdade global.
🌟 Conclusão
O CEHASC defende que estudar as migrações é cartografar vidas e reconhecer o migrante não como um problema, mas como uma força constitutiva e criadora da humanidade. A migração é uma metáfora do movimento contínuo que reafirma a nossa humanidade em comum.
Migrações e Identidades: Os Fluxos Humanos na Construção do Espaço Global Read More »









